Porto Alegre, RS. Sexta-feira, 2h17min.
- Mão na cabeça, porra! – Gritava o homem fardado.
Os jovens obedeceram, No entanto, a agressividade do soldado era desproporcional a atitude dos cidadãos. Chutes nas pernas e tapas na cabeça eram a linguagem utilizada pelo homem que se julgava “da lei”. Como se não bastasse, ele gritava cada vezs mais alto, com o objetivo de reprimir e constranger os jovens.
Mas, aí, vem o pior.
- Cadê o flagrante? Eu quero o flagrante!
O gurizão, parecia ser o mais novo, falou:
-Tá aqui. Pode ficar pra ti.
-Ficar pra mim? - ironizou o policial – Engole!
-Que?
-Engole, senão eu te levo pra DP agora!
O jovem não viu outra saída. Engoliu. Depois, levou mais uns dois ou três tapas na cabeça. O policial entrou na viatura, onde estavam mais dois outros soldados que riam o tempo todo da abordagem, e foram embora.